Pausa dramática para um poema de Fernando Pessoa, achado em meio ao Extreme Make Over feito hoje no meu quarto. Trabalhando o desapego ^^
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rastro,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa e ensina-me a passar!
fuma um, toma um chá.
<3 <3
Tão bom desapego.